Com 160 milhões de usuários em todo o mundo (7 milhões destes, só no Brasil) a Cannabis sativa teve seu consumo proibido nos anos 60 pela ONU. Apesar de ter registros históricos de ser usada desde 2723 a.C. na China, o “cigarrinho do capeta” é criminalizado e o debate sobre a legalização do seu uso pessoal não é novo.
Como o D2 cantava no Planet Hemp: E porque não legalizar?
Primeiramente é bom salientar que o debate é sobre legalização da maconha e não banalização. Costuma-se pensar que com a legalização e consequentemente a descriminalização da droga, os usuários teriam “poder” de usá-la em qualquer lugar: igrejas, hospitais, a calçada da sua casa. Não, a legalização viria juntamente com uma legislação, ou seja, leis que controlassem o uso, a comercialização e quaisquer assuntos que envolvessem a erva.
Sabe-se que a repreensão do usuário e a luta eterna contra o tráfico não vêm funcionando. Mesmo proibido o seu uso, quase 3% da população brasileira a consome.
Os que levantam a bandeira da legalização falam sobre segurança para o usuário: que para conseguir a droga, tem que entrar em contato com traficantes, pondo a vida em risco e também tendo contato com outras drogas. Entra aqui a questão apontada por muitos que são contra a descriminalização: a maconha é porta de entrada para outras drogas. Essa teoria não encontra respaldo científico, acredita-se que esse efeito seja devido ao contato com traficantes – como dito anteriormente – e com usuários de outras drogas e não a droga em si.
Outro aspecto levantado seria o enfraquecimento do tráfico, que ganha milhões todos os anos. O governo passaria a taxar e controlar a produção, arrecadando impostos com sua venda. Renda que poderia ser investida na saúde e em outras áreas.
Apesar de ser menos prejudicial que outras drogas como cocaína, heroína e drogas lícitas como o álcool e o cigarro, não podemos esquecer que a maconha como essas outras drogas, causa danos ao organismo: faz mal aos pulmões, causa problemas de memória e em alguns casos dependência.

Em contrapartida, legalizar a maconha significaria torna-la mais acessível e sujeita a campanhas de publicidade que estimulariam o consumo.
Sinceramente, não acredito que a sociedade brasileira esteja preparada para a legalização. Não se pode comparar um país que está 88ª posição no ranking mundial da educação, com países como a Alemanha, Holanda ou Estados Unidos, que apesar de todos os avanços, ainda encontram problemas quanto à “questão maconhística”.
O fato, é que a sociedade deve abrir os olhos e perceber que o debate sobre a descriminalização ou mesmo uma legislação sobre o consumo da maconha é algo que está bem próximo de acontecer. Deixando de lado conceitos religiosos e sociológicos, pensar em como o debate serviria talvez para, finalmente, conseguir um consenso e a formação de uma opinião mais concreta sobre o assunto.
E você, acha que a maconha deve ser legalizada?












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